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Planejamento & Análise Empresarial · Parte 2 · Execução

Levar até o Fim

Onde o plano vira trabalho com nome, prazo e responsável: a carteira, a tarefa por dentro, o caminho crítico, a agenda e o Gestor de Projetos. Cada tela, o que ela decide e o erro que quase todo mundo comete.

Antes de começar

Três coisas que valem para todas as telas

A execução é amarrada à estratégia — de propósito

Um projeto do tipo Projeto só salva se declarar ao menos um objetivo do mapa que ele sustenta e ao menos um Key Result que ele move. É essa amarração que faz o mapa e o Painel BSC responderem se a estratégia está de fato andando — sem ela, a execução e o planejamento viram duas listas que nunca se olham.

Projeto que não sustenta objetivo nenhum não é proibido — é Plano de ação. Existe obrigação legal, existe emergência. Mas ele consome a mesma gente, e a tela deixa isso visível.

O recurso escasso é a capacidade das pessoas, não o dinheiro

Toda tarefa tem um responsável, e o sistema mede quanto cada pessoa está entregando no prazo. Quando duas iniciativas disputam a mesma pessoa, é o calendário dela que decide o que é possível — não o orçamento.

"O que é meu" vem antes de "quem está me devendo"

A porta de entrada da execução mostra primeiro as suas tarefas e só depois, para quem conduz projeto, a cobrança dos outros. A ordem é deliberada: quem cobra sem entregar perde autoridade rápido.

Quem cobra é quem responde pelo projeto, não quem tem o cargo mais alto. Um analista pode conduzir a implantação de um sistema tendo um diretor como responsável por uma tarefa dentro dela. Hierarquia da empresa não atravessa para o projeto.
Um

O que está acontecendo

O que esta tela é

A porta de entrada de quem executa. Responde três perguntas, nesta ordem: o que está no meu nome, quem está devendo o quê nos projetos que eu conduzo, e como anda a carteira.

O que é meu

Suas tarefas, com o prazo dito em palavras — "vence hoje", "atrasada há 3 dias", "faltam 5 dias" — e a qual objetivo cada uma serve. Esse "por que estou fazendo isso" é o que faz alguém abrir o sistema de novo amanhã.

Quem está devendo o quê

Só aparece para quem conduz algum projeto. Para cada pessoa: quantas tarefas, quantas concluídas, quantas atrasadas agora, e uma confiabilidade — a fração do que ela se comprometeu a entregar e entregou no prazo, ponderada por peso.

A confiabilidade não cobra pelo futuro

Tarefa cujo prazo ainda não chegou fica fora da conta. Dez entregas marcadas para o mês que vem não derrubam a confiabilidade de quem acabou de entrar — e quem nunca teve um compromisso vencido aparece sem farol, não com zero. Zero seria acusação sem base.

O recorte muda com quem olha. O consultor e a diretoria veem a empresa inteira; um gestor de área vê só quem está nos projetos que ele conduz. A tela diz qual dos dois, porque o número engana se você não sabe o alcance dele.
Dois

Projetos e planos de ação

O que esta tela decide

A carteira de execução, num quadro. Cada iniciativa declara o que sustenta na estratégia, quem responde por ela, e o tamanho da aposta — e as tarefas andam pelas colunas do quadro.

Projeto ou plano de ação?

TipoQuando usar
ProjetoTem marcos, dependências e cronograma. Use quando a ordem das etapas importa. Exige amarração com objetivo e Key Result.
Plano de ação5W2H clássico — o quê, por quê, onde, como, quanto. Use para ação direta e curta. A amarração com o mapa é opcional.

Os campos do projeto

Tipo, nome, situação, início, término, descrição

Situação vai de "não iniciado" a "concluído", com "parado" e "cancelado". Projeto cancelado sai das contas de carteira e de risco.

Sponsor e responsável pelo projeto

Responder pelo projeto exige poder editá-lo — a lista traz só diretores e gestores. O sponsor é quem banca politicamente; o responsável é quem conduz e é cobrado. Nas tarefas, a lista de responsáveis é a empresa inteira.

Orçamento (R$)

Quanto o projeto pode consumir. Alimenta o perfil de risco da carteira.

Tamanho da aposta · Reversibilidade

Pequena, média ou grande; dá para voltar atrás, ou não dá para desfazer. É o que a tela de Riscos lê para dizer quanto da carteira é grande e sem volta ao mesmo tempo — a combinação que quebra empresa.

Sustenta quais objetivos · Move quais Key Results

Num Projeto, os dois são obrigatórios — o botão de salvar fica travado até você marcar pelo menos um de cada. Se ainda não existem objetivos ou KRs, cadastre em Estratégia primeiro, ou mude o tipo para Plano de ação.

A saúde de um projeto

Duas linhas: planejado (quanto do projeto já deveria estar pronto a esta altura, pelas datas) e real (quanto está pronto de fato, ponderado pelo peso das tarefas). A diferença entre as duas dá o farol.

Projeto sem tarefa não tem saúde — não há base de cálculo. A tela mostra o projeto, mas o farol fica em branco até a primeira tarefa entrar.

Ações isoladas

Tarefas sem projeto — a troca de um contrato, um ajuste pontual. Ficam numa lista à parte, fora da conta de "quantas iniciativas temos", que é como deve ser.

A carteira está saudável de usar quando
  • Todo Projeto (não Plano de ação) tem objetivo e Key Result amarrados.
  • Cada projeto tem responsável — alguém que responde pela próxima data.
  • Nenhum projeto ativo está sem tarefa há semanas.
  • Tamanho da aposta e reversibilidade estão preenchidos — a tela de Riscos depende deles.
Três

A tarefa por dentro

O que o painel da tarefa mostra

Clicando numa tarefa, abre o painel: os campos 5W2H, o andamento, quem está nela e em que papel, e a linha do tempo de tudo que aconteceu com ela.

Os campos — 5W2H

CampoO que é
O quêO nome da tarefa, no verbo.
QuemO responsável — um só, quem responde pela entrega.
QuandoInício e prazo. Mudar o prazo depois de salvo conta como replanejamento.
Por quê · Onde · Como · QuantoO resto do 5W2H. "Quanto" é o custo em reais, quando houver.
Tarefa criada sem preencher por quê / onde / como aparece marcada como "sem 5W2H" — não trava nada, mas fica visível que nasceu incompleta.
Peso

Quanto essa tarefa vale no cálculo de progresso do projeto. Padrão 1. Uma entrega grande com peso 7 não é empatada por três tarefinhas de peso 1 — é o que impede fatiar trabalho em pedacinhos para inflar o percentual.

É um marco

Marco é data, não progresso: uma entrega, uma aprovação, um aceite. Não tem "50% de um marco" — ou aconteceu na data, ou atrasou.

As colunas do quadro

ColunaO que significa
RepresadoCombinado, ainda não começado. Separa "vamos fazer" de "estamos fazendo".
A fazerPróximo da fila.
FazendoEm andamento agora. Tem limite de WIP (5) — passar disso é sinal de gente espalhada demais.
Em validaçãoPronta, esperando alguém aprovar. Sem esta coluna, quem executou parece que está enrolando.
ConcluídoAceita e fechada.

Quem está na tarefa

PapelO que faz
DecideAprova, tira dúvida, destrava. Não executa.
ParticipaPõe a mão na tarefa junto com o responsável.
AcompanhaSó lê. Nunca entra na cobrança.
A linha do tempo

Todo evento da tarefa em ordem: mudou de coluna, avançou o percentual, empurrou o prazo, entrou gente, virou comentário. "Prazo empurrado 3×" aparece no topo do painel — é o número que a planilha esconde.

Empurrar a data em vez de assumir o atraso

Toda vez que o prazo de uma tarefa é adiado, o sistema conta. Uma tarefa "no prazo" que já foi replanejada quatro vezes não está no prazo — está com o plano correndo atrás dela. O cronograma (capítulo 4) mede esse escorregamento contra a data original, não a de hoje.

Quatro

Cronograma e caminho crítico

O que esta tela mostra

O Gantt de um projeto, com o caminho crítico em destaque: as tarefas que não têm folga. Atrasar qualquer uma delas atrasa o projeto inteiro, e é nelas que a atenção rende.

Os quatro números do topo

NúmeroO que diz
Tarefas sem folgaQuantas estão no caminho crítico. Se são quase todas, o projeto não tem margem de manobra.
Duração planejadaDo início da primeira ao fim da última, como está no plano hoje.
Mínimo pelas dependênciasO mais rápido que o projeto poderia terminar respeitando a ordem das tarefas. A diferença para a planejada é a folga do plano.
ProgressoQuanto já está pronto.
Dependência violada — o erro invisível em planilha

Uma tarefa marcada para começar antes de a antecessora terminar. A planilha aceita sem reclamar; aqui a seta fica em vinho e a tela conta quantas são. É o erro de planejamento mais comum e o mais fácil de não enxergar.

Se as dependências formam um ciclo — A depende de B que depende de A —, o caminho crítico não pode ser calculado, e a tela pede para você remover uma das ligações, nomeando quais.
A agenda e o cronograma respondem perguntas diferentes: o cronograma diz quanto tempo uma tarefa ocupa; a agenda diz em que dia ela vence. Uma tarefa de duas semanas é uma barra no cronograma e um único dia na agenda.
Cinco

Agenda

O que esta tela mostra

As tarefas pela data de entrega. Responde "o que eu tenho de entregar" — não "quanto tempo isso ocupa", que é o cronograma. Vem mensal, semanal e diária.

As quatro cores

CorEstado
VinhoVencida — passou do prazo e não terminou.
BronzeVence hoje — o estado mais acionável do dia.
RoxoNo prazo — tem data à frente.
VerdeConcluída.
Concluída com atraso fica verde, não vinho. Uma tarefa entregue já foi entregue — pintá-la de vermelho faria procurar um problema que não existe mais. O atraso continua registrado na linha do tempo e na confiabilidade da pessoa, que é onde ele pertence.
Por vencimento ou por duração (visão mensal)

Por vencimento, cada tarefa aparece só no dia em que vence. Por duração, ela ocupa todos os dias do intervalo — útil para enxergar carga, não prazo.

Só minhas · Da equipe

Filtro entre as suas tarefas e as de todo mundo com entrega na janela.

Arrastar uma tarefa no calendário muda o prazo dela — e conta como replanejamento, igual a editar a data no painel. A URL guarda o modo, a data e os filtros, então o link que você manda abre na mesma visão.
Seis

O Gestor de Projetos

O que é

O especialista de execução da equipe de agentes. O mais prático dos cinco, alérgico a vago. Ele lê o caminho crítico e cobra a próxima data.

O que ele olha, e o que ele não faz

Projetos, tarefas, responsáveis, dependências, caminho crítico, Key Results sem tarefa, tarefa solta. Ele repara em prazo que escorrega, em marco atrasado, em Key Result que ninguém está tocando.

Ele nunca opina se o projeto vale a pena — isso é do Estratégico. Ele não discute mérito, cobra a data.

Como todos os agentes: orienta, não faz — não move tarefa, não muda prazo, não fecha projeto. Ele aponta o que está escorregando e devolve a decisão para você.

A tela do Gestor fica dentro da área de Projetos e precisa da equipe de agentes (o Conselheiro) ligada nos dados da empresa. As regras completas dele ficam na parte da documentação sobre a equipe de IA.
vm4leads · Planejamento & Análise Empresarial Parte 2 · Execução — da carteira ao Gestor